Quem sou eu

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Oeiras/ Salvador, Piauí
E se um dia hei de ser pó cinza e nada Que minha noite seja uma alvorada que me saiba perder pra me encontrar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tenta(ação)

 ESTA AÇÃO:
 DESCONHECIDA
                  FANTÁSTICA
                          ESTIMULANTE
                                    GOSTOSA
QUE ME TENTA
ME IMPORTUNA
ME SUGERE
ME SEDUZ

ME ATENTANDO O TEMPO TODO
ME ATENTANDO A FAZER
ME ATENTANDO PARA O FATO
QUE AÇÃO QUE TENTA!

QUE TENTAÇÃO
GOSTOSA
PERIGOSA
MALDOSA
NOVA
DESCONHECIDA
      AÇÃO TENTADORA!!!

                      Em 98 ou 99...nem lembro mais!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Uma pausa pra Pessoa " o Fernando"

Poema em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pé publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
que tenho sofrido enxovalhos e calado,
que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda,
eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
para fora da possibilidade do soco
eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalhado, nunca foi senão príncipe
 – todos eles príncipes – na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia,
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
arre, estou farto de semideus!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre amizade de novo

Ontem foi o dia do Amigo, já comemorei muitas vezes esse dia das formas mais engraçadas e criativas e isso merecia um belo post, mas não consegui fazê-lo e minha única poesia sobre amizade já mostrei a vocês,o que me fez até desistir desse post,até que recebi da minha grande amiga Rosário esse belo texto de Vinícius,nada mais perfeito para o momento.
Vale a pena conferir:

AMIGOS
                (Vinícius de Morais )

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso Ihes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O ser homem
           Em 2005


Quanta covardia numa máscara de fortaleza
Insensibilidade e descaso para com os mínimos detalhes
O ser melhor...em:
Silêncio
Esquecimento
Desatenção
Carrega consigo o dom de simplificar a vida
E desde quando isso é bom?
E desde quando o ser é bom?
Adjunto adverbial de tempo, de dúvida, de companhia e de finalidade...
Sem resposta
Mas necessário
A parte que lhe cabe faz muita falta
Mesmo com incompetente falta de
Romantismo
Zelo
Atitude
Dá calor, tesão, companhia, alívio, status...
Dá. Dá? Dá!
Por que necessito, se pouco?
E por que pouco,se necessito?



domingo, 11 de julho de 2010

 SE...

Se eu pudesse te revelar
Os versos que te dediquei....
Se eu pudesse te dizer
Os sonhos que tive contigo...
Eu não seria mais uma sonhadora