Sem ocupação
Sem humor
Sem amigos
Sem dinheiro
Sem lazer
Sem Oeiras nenhuma
Nenhuma espectativa
Nenhuma solução
Os outros vivem normalmente
O óscio vive em mim
A vida segue seu curso
Eu continuo aqui
Estátua do tédio
Ansiedade constante
Busca contínua
De um quê, que eu sei o que é!
Mas não sei onde buscar
Mudou alguma coisa?
Ou sempre foi assim?
Um espaço para poesias,rabiscos,opiniões, devaneios,desabafos,risos,intertextos...de tudo um pouco
Quem sou eu
- Cynara Littera
- Oeiras/ Salvador, Piauí
- E se um dia hei de ser pó cinza e nada Que minha noite seja uma alvorada que me saiba perder pra me encontrar
sábado, 18 de dezembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
A Criação da WEB
No principio era a carta...páginas e páginas, depois de longa espera
Mas o homem sentia-se ansioso ...............
e criou email, sua informação aos olhos , em apenas um clic
Mas o homem continuava ansioso e tinha pressa
e veio o orkut,casa cheia de amigos, fotos, depoimentos,panelinhas: tudo na rede social
Mas ainda estava insatisfeito, faltava mostrar aos amigos/mundo seus escritos,seus talentos
então veio o blog, a agenda colorida das meninas agora é o diário virtual com espaço para comentários dos amigos.
(Há coisa melhor? Pra mim que fazia agendas e andava com elas penduradas no pescoço para MOSTRAR aos amigos, isso é tudo, você posta e pronto, tá na rede, tá no mundo.)
Mas o homem continuava insatisfeito,faltava algo, queria opinar,desabafar, dá notícia de si ao mundo
E não se tem mais descanso: é twittagem constante
Mas o homem é ansioso e insatisfeito e incompleto por natureza
Então vem...
DESABAFOS VAZIOS
DE REPENTE ,NÃO SEI PORQUE
NASCEU UMA ANGÚSTIA
UMA SAUDADE DOS TEMPOS BONS
OU DOS QUE NUNCA EXISTIRAM
É ESTA SOLIDÃO SEMPRE PRESENTE
QUE ME DEIXA ASSIM:
COM ESSA TRISTEZA SUFOCADA
ESSE AR DE INABALÁVEL
SOFRENDO EM DOBRO

(09/06/99)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
DIA DO PROFESSOR MERECE UM POST,NÉ!
EDU(PAIXÃO)?
No principio era sina
Agora virou mania esta loucura
De querer ver,dizer e gritar...
De ter prazer em:
Brigar com você
Criar pra você
(Me) descobrir (de) você.
Sorrir do teu jeito
Do teu dialeto
Fingir que não me importo contigo...
É uma declaração de amor
A mim.
Tudo que eu faço pra você
É por mim!
O que há de mais puro:
Ensinar...
Saber que você não aprendeu
E me ensinou
Reclamo por estar. Mentira!
Quando estou longe
Quero voltar
Eu acredito.
Em mim ou em você?
Sei lá!
Só pode ser devaneio
Dessa educa/edu(paixão)
É tudo incerto e lento...
É antes de tudo doação!
Tia Cynara
No principio era sina
Agora virou mania esta loucura
De querer ver,dizer e gritar...
De ter prazer em:
Brigar com você
Criar pra você
(Me) descobrir (de) você.
Sorrir do teu jeito
Do teu dialeto
Fingir que não me importo contigo...
É uma declaração de amor
A mim.
Tudo que eu faço pra você
É por mim!
O que há de mais puro:
Ensinar...
Saber que você não aprendeu
E me ensinou
Reclamo por estar. Mentira!
Quando estou longe
Quero voltar
Eu acredito.
Em mim ou em você?
Sei lá!
Só pode ser devaneio
Dessa educa/edu(paixão)
É tudo incerto e lento...
É antes de tudo doação!
Tia Cynara
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Os fins não justificam os meios
Amoooooooooooooooo esse conto...
Uma lição de vida, o Menino é exemplo de dignidade, principalmente em épocas de eleições.
Vale a pena conferir
Negócio de menino com menina
— Olha que lindo! Compra pra mim?
O homem parou o carro e chamou:
— Ô menino.
O menino voltou, chegou perto, carinha boa. Parou ao lado da janela da menina. O homem:
— Esse passarinho é para vender?
— Não senhor.
O pai olhou pra filha com uma cara de deixa pra lá. A filha pediu suave como se o pai tudo pudesse:
— Fala pra ele vender.
O pai, mais para atendê-la, apenas intermediário:
— Quanto você quer pelo passarinho?
— Não tou vendendo não senhor.
A menina ficou decepcionada e segredou:
— Ah, pai, compra.
Ela não considerava, ou não aprendera ainda, que negócio só se faz quando existe um vendedor e um comprador. No caso, faltava o vendedor. Mas o pai era um homem de negócios, águia da Bolsa, acostumado a encorajar os mais hesitantes ou a virar a cabeça dos mais recalcitrantes:
— Dou dez mil.
— Não senhor.
— Vinte mil.
—Vendo não.
O homem meteu a mão no bolso, tirou o dinheiro, mostrou três notas, irritado.
— Trinta mil.
— Não tou vendendo, não, senhor.
O homem resmungou “que menino chato” e falou pra filha:
— Ele não quer vender. Paciência.
A filha, baixinho, indiferente às possibilidades da transação:
— Mas eu queria. Olha que bonitinho.
O homem olhou a menina, a gaiola, a roupa encardida do menino, com um rasgo na manga, o rosto vermelho do sol.
— Deixa comigo.
Levantou-se, deu a volta, foi até lá. A menina procurava intimidade com o passarinho, dedinho nas gretas da gaiola. O homem maneiro, estudando o adversário:
— Qual é o nome deste passarinho?
— Ainda não botei nome nele, não. Peguei ele agora.
O homem quase impaciente:
— Não perguntei se ele é batizado não, menino. É pintassilgo, é sabiá, é o que?
— Aaaah. É bico-de-lacre.
A menina pela primeira vez, falou com o menino:
— Ele vai crescer?
O menino parou os olhos pretos nos azuis.
— Cresce nada. Ele é assim mesmo, pequenininho.
O homem:
— E canta?
— Canta nada. Só faz chiar assim.
— Passarinho besta, hein?
— É. Não presta pra nada, é só bonito.
— Você pegou ele dentro da fazenda?
— É. Aí no mato.
— Essa fazenda é minha. Tudo que tem nela é meu.
O menino segurou com mais força a alça da gaiola, ajudou com a outra mão nas grades. O homem achou que estava na hora e falou já botando a mão na gaiola, dinheiro na outra mão.
— Dou quarenta mil, pronto. Toma aqui.
— Não senhor, muito obrigado.
O homem, meio mandão:
— Vende isso logo, menino. Não tá vendo que é pra menina?
— Não, não tou vendendo não.
— Cinqüenta mil! Toma! - e puxou a gaiola.
Com cinqüenta mil se comprava um saco de feijão, ou dois pares de sapatos, ou uma bicicleta velha.
O menino resistiu, segurando a gaiola, voz trêmula.
— Quero não senhor. Tou vendendo não.
— Não vende por quê, hein? Por quê?
O menino acuado, tentando explicar:
— É que eu demorei a manhã todinha pra pegar ele e tou com fome e com sede, queria ter ele mais um pouquinho . Mostrar pra mamãe.
O homem voltou para o carro, nervoso. Bateu a porta, culpando a filha pelo aborrecimento.
— Viu no que dá mexer com essa gente? É tudo ignorante, filha. Vam`bora.
O menino chegou pertinho da menina e falou baixo, só pra ela ouvir:
— Amanhã eu dou ele pra você.
Ela sorriu e compreendeu.
(Ivan Ângelo)
Uma lição de vida, o Menino é exemplo de dignidade, principalmente em épocas de eleições.
Vale a pena conferir
Negócio de menino com menina
O menino, de uns dez anos, pés no chão, vinha andando pela estrada de terra da fazenda com a gaiola na mão. Sol forte de uma hora da tarde. A menina, de uns nove anos, ia de carro com o pai, novo dono da fazenda. Gente de São Paulo. Ela viu o passarinho na gaiola e pediu ao pai:
— Olha que lindo! Compra pra mim?
O homem parou o carro e chamou:
— Ô menino.
O menino voltou, chegou perto, carinha boa. Parou ao lado da janela da menina. O homem:
— Esse passarinho é para vender?
— Não senhor.
O pai olhou pra filha com uma cara de deixa pra lá. A filha pediu suave como se o pai tudo pudesse:
— Fala pra ele vender.
O pai, mais para atendê-la, apenas intermediário:
— Quanto você quer pelo passarinho?
— Não tou vendendo não senhor.
A menina ficou decepcionada e segredou:
— Ah, pai, compra.
Ela não considerava, ou não aprendera ainda, que negócio só se faz quando existe um vendedor e um comprador. No caso, faltava o vendedor. Mas o pai era um homem de negócios, águia da Bolsa, acostumado a encorajar os mais hesitantes ou a virar a cabeça dos mais recalcitrantes:
— Dou dez mil.
— Não senhor.
— Vinte mil.
—Vendo não.
O homem meteu a mão no bolso, tirou o dinheiro, mostrou três notas, irritado.
— Trinta mil.
— Não tou vendendo, não, senhor.
O homem resmungou “que menino chato” e falou pra filha:
— Ele não quer vender. Paciência.
A filha, baixinho, indiferente às possibilidades da transação:
— Mas eu queria. Olha que bonitinho.
O homem olhou a menina, a gaiola, a roupa encardida do menino, com um rasgo na manga, o rosto vermelho do sol.
— Deixa comigo.
Levantou-se, deu a volta, foi até lá. A menina procurava intimidade com o passarinho, dedinho nas gretas da gaiola. O homem maneiro, estudando o adversário:
— Qual é o nome deste passarinho?
— Ainda não botei nome nele, não. Peguei ele agora.
O homem quase impaciente:
— Não perguntei se ele é batizado não, menino. É pintassilgo, é sabiá, é o que?
— Aaaah. É bico-de-lacre.
A menina pela primeira vez, falou com o menino:
— Ele vai crescer?
O menino parou os olhos pretos nos azuis.
— Cresce nada. Ele é assim mesmo, pequenininho.
O homem:
— E canta?
— Canta nada. Só faz chiar assim.
— Passarinho besta, hein?
— É. Não presta pra nada, é só bonito.
— Você pegou ele dentro da fazenda?
— É. Aí no mato.
— Essa fazenda é minha. Tudo que tem nela é meu.
O menino segurou com mais força a alça da gaiola, ajudou com a outra mão nas grades. O homem achou que estava na hora e falou já botando a mão na gaiola, dinheiro na outra mão.
— Dou quarenta mil, pronto. Toma aqui.
— Não senhor, muito obrigado.
O homem, meio mandão:
— Vende isso logo, menino. Não tá vendo que é pra menina?
— Não, não tou vendendo não.
— Cinqüenta mil! Toma! - e puxou a gaiola.
Com cinqüenta mil se comprava um saco de feijão, ou dois pares de sapatos, ou uma bicicleta velha.
O menino resistiu, segurando a gaiola, voz trêmula.
— Quero não senhor. Tou vendendo não.
— Não vende por quê, hein? Por quê?
O menino acuado, tentando explicar:
— É que eu demorei a manhã todinha pra pegar ele e tou com fome e com sede, queria ter ele mais um pouquinho . Mostrar pra mamãe.
O homem voltou para o carro, nervoso. Bateu a porta, culpando a filha pelo aborrecimento.
— Viu no que dá mexer com essa gente? É tudo ignorante, filha. Vam`bora.
O menino chegou pertinho da menina e falou baixo, só pra ela ouvir:
— Amanhã eu dou ele pra você.
Ela sorriu e compreendeu.
(Ivan Ângelo)
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