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Oeiras/ Salvador, Piauí
E se um dia hei de ser pó cinza e nada Que minha noite seja uma alvorada que me saiba perder pra me encontrar

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Camões e Eu


Ao Desconcerto do Mundo

( Camões)

Os bons vi sempre passar

No Mundo graves tormentos;

E pera mais me espantar,

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos.

Cuidando alcançar assim

O bem tão mal ordenado,

Fui mau, mas fui castigado.

Assim que, só pera mim,

Anda o Mundo concertado



Sempre achei que esse poema de Camões tinha tudo a ver comigo e agora mais do que nunca " só para mim o mundo anda concertado" e eu nem fui má!



sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sobre a vida...



POEMA DE SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


(Carlos Drumonnd de Andrade)

Let's Play That

Quando eu nasci
um anjo louco,muito louco

veio ler a minha mão

Não era um anjo barroco

Era um anjo muito louco,torto com asas de avião

Eis que esse anjo me disse

apertando minha mão

com um sorriso entre dentes

Vai bicho desafinaro coro dos contentes

Let's play that

( Torquato Neto)


PLAGIANJO MEU

QUANDO NASCI
UM ANJO CALMO
DESSES,
QUE VIVEM INTENSAMENTE O MOMENTO
OLHOU PRA MIM, TRANQUILO.
E DISSE:
_ VAI CYNARA, SORRIR NA VIDA!
VAI SER FELIZ COM PRAZER!
E HÁ ALGUNS ANOS... EU VIVO ASSIM!


(Cynara Osório)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Continuação de FELI(saudade)




Felici(saudade)

Saudade da minha gente discreta
Da minha gente versada,letrada
Saudade do piauiês
Saudade de dizer e ouvir: “Mulher”, “Mermã”
De reclamar constantemente do calor

Que falta me faz o Parnaíba
A Maranhão
O Redenção, onde as distâncias não duram mais que meia hora

Saudade de ouvir forró
O tempo todo
Em todo lugar.
Saudade de Vavá Ribeiro e
Da Banda Bali...
Saudade de ficar quieta na “parada de ônibus”
De entrar pela frente...

Ah,que falta me faz o Piauí

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Crime compensa? Ou...

Emoção, empatia, um turbilhão de idéias e até vontade de escrever, senti ao assistir, tardiamente, á “Maysa, quando fala o coração”.
Como assisti? Este é um parágrafo á parte. Ia passando,quando vi um DVD e pensei:
“Por que compra-lo, por que não compra-lo... comprei-o” É pirata... psssssssiiiu,não espalha,tá. Afinal, sou uma mulher politicamente correta e não deveria ter cometido esse delito, confesso: fui fraca, mas o crime compensou veja o porquê.
Não sei porque á época não tive estímulo para assistir e só agora vejo o que perdi, aliás, não perdi,ainda bem.
Maysa, irreverente, insaciável, livre, não se rendia a tabus descabidos – me acho um pouco isso, é claro, no meu anonimato. Decerto que não só eu,mas muitas outras anônimas no/do Brasil se identificam com a irreverência de Maysa.
Por vezes (capítulos), cheguei a compará-la com Florbela Espanca “Eu sou a que no mundo anda perdida...” Ao menos na sede de viver/ amar, no sofrimento não sei. Este e a solidão são seus – das duas – companheiros inseparáveis.
O vazio que ela sentia a dor do vazio expressada tão fidedignamente nas suas letras revelam ou despertam o monstro da fossa, a amarga angústia que há em todas nós, mesmo estando felizes, realizadas, preenchidas, já que ninguém o é totalmente.

Felici(saudade)

Saudade da minha gente discreta
Da minha gente versada,letrada
Saudade do piauiês

Que falta me faz o Parnaíba
A Maranhão
O Redenção, onde as distâncias não duram mais que meia hora